Todos os textos e canções aqui publicados, podem e devem ser divilgados e executados por aqueles que se interessem. Contudo, a autoria deve ser mantida. Acredito que o crédito ao criador não implica em apropriação da arte. Arte livre, independente e consciente!!!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Nau Frágil

   Gostaria de falar hoje, de um camarada que conheço de vista das antigas entranhas de Recife e, há algum tempo, do Myspace. Por sinal, deixo aqui uma sugestão do Myspace.com, à independência dos ouvidos. "Faça você a sua rádio, ou melhor, não tenha rádio, não siga absolutamente nada. Permita que o acaso te leve a ouvir o inesperado e só então preste atenção a mudança do teu estado de espírito.
   Me permitindo fazer uma análise crítica de suas composições (do myspace.com), percebo uma criatividade a mil. Confesso que tive a impressão em certos momentos, que um filtro criterioso em certos arranjos e versos não cairia mal. Músicas inteligentes e de bom gosto. Não me agrado com comparações entre artistas, então não farei tais comentários. Como diria Jacson do Pandeiro, "Tudo é côco!"
   Apesar dele não compor em gêneros musicais já bem conhecidos, tenho que dizer que é algo de tutano. "Aparentemente", às vezes a tentativa de virtuosismo se perde em limitações, mas que são contornadas com criatividade. Como relação a sua poesia, "grito" aqui, pois é onde reside o tutando mais consistente do seus atuais trabalhos. Criatividade e palavras amestradíssimas formam imagens nos nossos imaginários. Num tom meio brejeiro, as idéias formam a complexidade das mensagens traduzidas na mudança de estado de espírito. Bom... É claro que isto tudo é uma interpretação minha e de momentos recentes escutando as canções do intrépido.
    Palmas às escapadas dos caretas campos melódicos. Mas muito cuidado para não tomar veredas estreitas, porém muito já traçadas.


Glauco - Será que é o trem que vem lá?

   Fiquei intrigado com o nome dele e decidi procurar se havia algum significado. Pois é... Glauco significa "verde claro". Nada mais poético para alguém de música nos dedos.
   Aí, como não poderia deixar de ser, escrevi um poema inspirado nos delírios do conterrâneo Glauco.

Verde claro

Glauco que não desbota.
Não muta a lua,
Não despe a menina.
Tira essa mulher da rua,
pois o medo a esgana

Desembainha o amor,
Contorce a harmonia cigana.
Imperatriz das plebes,
Centelha a voz que clama.
Foge, em nau frágil, aos meus ouvidos.

Larga o monocromático,
Desintala o verde,
Pinta de transparente a alma,
Canta desentoando a linha.

                                                 RodolfoPS_2008


Bom... Fica aqui a sugestão deste "cabra de tutano".

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mulher-nitidez

   Decidi, após me lembrar que umas das causas da miha decisão de ter um blog e compartilhar minhas idéias, foi o recebimento periódico de uma conhecida chamada Renata . Não tivemos a oportunidade de nos conhecermos direito, mas esta interação, que até agora só se deu em uma direção (em um lado), foi bastante inspiradora para a criação do meu blog.
   Ela tem um blog chamado Versos Poti, bem interessante. O endereço é http://versospoti.wordpress.com/
Ao que parece, também é uma entusiasta de arte independente. De vez enquando recebo algumas mensagens com enventos em Natal-RN, mais especificamente na Ribeira. Ô saudade... lembro de ir por lá na minha infância jogar handball no Salesiano. Ainda não estou bem inteirado, mas perace que Natal está com uma cena independente bem interessante. Vou dar uma checada nos coletivo de lá para ver como se passa.


Foto da Tribo Ianduh e Renata

   Em agradecimento, escrevi alguns versinhos.

Mulher-nitidez

Reparte o são.
Deixa os acontecimentos,
brejeiros que sejam, serem livres.
Desfaz, na virtual imensidão,
a dureza do constante.

A miudez dos gestos,
a poetisa e o ao redor
se confundem na tradução
antecipada do sexo
e se refaz na aurora dos teus amores.

Amulegos soletrados
ecoam na surdez cotidiana,
invadindo vidas de labor.
Serás tu, mulher-nitidez ,
fingida em tez-macia ?

                                          Rodolfo_2009

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Terra alheia, pisa no chão devagar!

    Cá estou escrevendo, depois de muito refletir e mudar de opinião a respeito desta coisa de se ter um blog. Por fim postarei sobre coisas do meu interesse sob o pretexto de que elas possam servir a outros. Como primeiro post, falarei das minhas impressões de Salvador. Só contextualizando, acabo de me mudar para cá. Pernambucano bem "bairrista" que sou, tive que deixar minha terra pois ventos mais fortes, de repente, sopraram ao sul.
    Salvador, à primeira vista me pareceu uma cidade grande, maior que Recife. Após algumas buscas na net confirmei minha impressão. De fato Salvador possui quase 3 milhões de habitantes, já Recife tem pouco mais de 1,5 milhões. Cheguei de carro, então a "boa" impressão da "Av. Paralela" que fluía bem, me fez pensar que as ruas aqui seriam mais tranqüilas e o transito mais calmo. Apenas após uma meia hora tentando chegar ao meu destino, mudei radicalmente de idéia. Mas isso é coisa de cidade grande.
    Devidamente instalado, a primeira coisa a ser feita é, como amante da "boa", e agora "Independente"  música, procurar o Salvador por trás da mídia. Assim como em todas as cidades grandes existe um circuito de bares, lugares, pessoas, etc, que prezam pela boa arte, fora das coisas comerciais do mundo."É impressionante! Quase nada comercial, hoje em dia,  me agrada!". Desabafos a parte, por onde eu deveria começar a procurar por bons lugares por aqui? Hoje em dia é fácil. É só perguntar ao pseudo-Oráculo chamado Google. Como entusiasta da música independente, fui diretamente procurar os Coletivos daqui.  Explicarei em outros post o que é isto, por hora basta saber que é um conjunto de pessoas com afinidades em comum dispostas a construir e promover arte independente e auto-sustentável. Mas para o meu espanto, há alguns poucos Coletivos que nem estão ligados ao "Circuito Fora do Eixo" (outra coisa que explicarei depois). Fiquei surpreso e cheguei a duvidar da minha capacidade de "perguntar ao Google". Bom... Pelo menos isto é o que estou sabendo até agora. Tomara que consiga achar mais coisas por aqui.
  Sem sucesso na busca da boa música independente, parti então para a busca de praias legais. Como todo bom "surfista calhorda" não posso viver sem ir à praia. Saí rumo ao litoral norte, até  chegar numa praia chamada Ipitanga. Muito bonita, mar limpo e com uma grande faixa de areia. Prontamente sentamos e pedimos aquela cerva gelada. Apesar de já terem me advertido que o atendimento de um modo geral aqui não é tão bom quanto em Recife, tive uma ótima impressão. Aliás, até agora estou achando os baianos muito receptivos e tranqüilos. Voltando à praia, o dia foi muito bom, ótimas comidas e cervejas. Só para acabar de lascar tudo mesmo, vimos três enormes baleias muito perto da praia passeando tranquilamente. Bom... Pelos menos no quesito praias, começamos bem.